Humanismo


Ao longo da trajetória, este profissional construiu uma atuação consistente e comprometida com causas ligadas aos direitos humanos, às questões sociais e à sustentabilidade — transitando entre a advocacia, a educação, a pesquisa e o ensino, entre atividades remuneradas e voluntariado. Seu percurso revela um engajamento profundo com valores humanistas e uma atenção constante às desigualdades, às violências e às múltiplas formas de injustiça social.


Sua atuação no voluntariado começou ainda em 2000, no Instituto Sou da Paz, como assistente de projeto. Durante a graduação em Direito, passou pelo Departamento de Inquéritos Policiais do Fórum Criminal da Barra Funda (SP), em estágio voluntário junto à Procuradoria de Assistência Judiciária, em 2004. Trabalhou ainda com adolescentes em conflito com a lei, sobretudo jovens em cumprimento de medidas socioeducativas. Em experiências posteriores manteve contínua preocupação com a defesa de direitos humanos, atento à situação de pessoas em situação de vulnerabilidade. Atuou por anos na advocacia pró-bono junto ao Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), promovendo o acesso à justiça.



Mais recentemente, entre 2022 e 2024, integrou a Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP, onde coordenou o Núcleo de Prestação de Contas e Accountability e também atuou como co-coordenador do Núcleo de Oficinas Culturais e Educação no Cárcere. Hoje, segue contribuindo com a Comissão como consultor, mantendo seu envolvimento ativo com projetos mais na área de educação no cárcere e na prestação pública de contas dos trabalhos da Comissão.


Em 2011, pelo IDDD, envolveu-se em projeto de educação para direitos voltado a estudantes do último ano do ensino fundamental II em escola pública no Campo Limpo, região marcada pela vulnerabilidade social. Participou de grupos de pesquisa em instituições como o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) e a Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), discutindo temas centrais como democracia, cultura política, Estado de direito e o papel das instituições. Ao longo dos anos, também ministrou cursos livres e workshops em espaços como o Centro de Estudos Contemporâneos (CEDEC), Universidade Aberta do Meio Ambiente e Cultura de Paz (UMAPaz), Programa Agentes do Governo Aberto do Município de São Paulo e em estabelecimentos prisionais do estado de São Paulo, ampliando o diálogo entre teoria e prática.


A partir de sua experiência coordenando atividades de extensão na Clínica de Políticas Públicas e Direitos Humanos da Universidade Federal do ABC, passou a se dedicar com mais intensidade aos estudos sobre masculinidades e combate à violência de gênero, à homofobia, à transfobia, à misoginia, ao discurso de ódio e à cultura de cancelamento, em coerência com a defesa dos direitos e garantias fundamentais. É, inclusive, um dos fundadores do Movimento Social 'Novas Masculinidades', iniciativa que atualmente se encontra em processo de institucionalização e consolidação.